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Controle de Cupins

Os cupins são insetos sociáveis, assim como as formigas e as abelhas, possuem uma estrutura de forma organizada e vivem em túneis fechados, no solo, madeira ou estruturas suspensas em árvores ou arbustos. Diferem entre si quanto à forma e a função que desempenham dentro da colônia. As colônias podem apresentar milhares de indivíduos, compreendendo 03 ou mais castas: sexuada, soldados e operários. Na alimentação consomem celulose, a qual é digerida por flagelados simbiontes existente em seu aparelho digestivo.

Cupins Subterrâneos (Coptotermes havilandi) que são assim chamados pelo fato de construírem suas colônias frequentemente abaixo da superfície do solo, atacam as madeiras que estão em contato direto com o solo e alvenaria das construções. Fazem seus ninhos em lajes, caixões perdidos, juntas de dilatação, utilizam redes  hidráulicas  e  condutores  elétricos, sem nenhum contato com o solo. A ligação entre a colônia e a fonte de alimento (celulose) pode ser feita por meio de túneis através de vários componentes como piso, paredes, cordões de gesso, mesmo que o ninho esteja localizado a dezenas de metros da área construída. Esta espécie é responsável pelo maior parte dos prejuízos no Brasil.

Dentre os insetos xilófagos, dois grupos são os principais responsáveis pelos danos causados às madeiras, nas mais diferentes situações onde essa matéria-prima é utilizada. Esses dois grupos são os Cupins-de-madeira-seca e as Brocas-de-madeira.

Os cupins são socialmente organizados e cada integrante possui uma função pré- definida. Assim, não há peça de madeira, celulose e derivados que resista ao poder devastador dos cupins. Comprometem até construções de concreto, esburacando e destruindo estruturas de madeira da construção, criando vãos e danificando instalações elétricas. São capazes de destruir um vigamento de telhado em poucas semanas, e multiplicam-­se com grande facilidade e velocidade. Causadores dos maiores prejuízos, tais como: desabamentos, incêndios, destruição... Os cupins podem chegar a milhões de indivíduos. Alimentam­-se basicamente de celulose e derivados, escavando galerias em móveis e livros.

As brocas-de-madeira, apesar de sempre serem confundidos com os cupins de madeira-seca, não são insetos sociais. Uma madeira atacada por brocas pode conter dezenas ou centenas de indivíduos, entretanto cada um vive independentemente dos outros.

O conhecimento da biologia desses insetos é base fundamental na adoção de medidas preventivas e curativas. Seus hábitos de vida, reprodução, exigências quanto à temperatura e umidade são alguns fatores que determinam procedimentos a serem adotados no seu controle.

Várias são as técnicas adotadas para a eliminação das colônias de cupins, devendo, para tanto, ser feita vistoria prévia para avaliar qual técnica é mais adequada.